sábado, 14 de março de 2015

64 - UM MAR COR DE ESMERALDA


- Olá! – diz-lhe Iemanjá, estendendo a mão ao viajante – Não te preocupes, não tens nada com que preocupar.
Atrás dela, as torres das muralhas da cidade brilham como faróis. Tiamet flutua, paira nas águas como uma gaivota batida pelo vento quente do final de uma tarde de verão. O mar, por cima de Álvaro, é de um verde esmeralda imaculado. O marinheiro pensa em coisas improváveis, segredos que tinham permanecido esquecidos em memórias distantes, mas o que ele desejava mesmo era poder descobrir o pai e os irmãos.
- Vem, dá-me a mão, fiquei contente com o teu regresso e vou mostrar-te a capital do meu reino. Deves estar ansioso por visitá-la.
Sedna puxa-o para o ajudar a saltar para cima do seu grande manto de seda, num movimento que parece ter sido ensaiado pelos dois. Ao fazê-lo, Álvaro provoca um pequeno turbilhão de finos grãos de areia branca, e acaba deitado junto à cabeça da rainha, que permaneceu atenta a todos os movimentos. Antes de começarem o passeio, o grande portão abre-se com enorme facilidade mostrando a cidade iluminada em todo o seu esplendor.

Sem comentários:

Enviar um comentário