- Olá! – diz-lhe Iemanjá,
estendendo a mão ao viajante – Não te preocupes, não tens nada com que
preocupar.
Atrás dela, as torres das muralhas da
cidade brilham como faróis. Tiamet flutua, paira nas águas como uma gaivota batida
pelo vento quente do final de uma tarde de verão. O mar, por cima de Álvaro, é de
um verde esmeralda imaculado. O marinheiro pensa em coisas improváveis, segredos
que tinham permanecido esquecidos em memórias distantes, mas o que ele desejava
mesmo era poder descobrir o pai e os irmãos.
- Vem, dá-me a mão, fiquei contente
com o teu regresso e vou mostrar-te a capital do meu reino. Deves estar ansioso
por visitá-la.
Sedna puxa-o para o ajudar a saltar
para cima do seu grande manto de seda, num movimento que parece ter sido ensaiado
pelos dois. Ao fazê-lo, Álvaro provoca um pequeno turbilhão de finos grãos de areia
branca, e acaba deitado junto à cabeça da rainha, que permaneceu atenta a todos
os movimentos. Antes de começarem o passeio, o grande portão abre-se com enorme
facilidade mostrando a cidade iluminada em todo o seu esplendor.

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